News nº 37 | Outubro 2013
Reportagem / Perfil
A Biblioteca-CDI da Faculdade de Medicina da ULisboa
Biblioteca-CDI
susanahenriques@fm.ul.pt


A história da Biblioteca-CDI da FMUL desenrola-se ao longo de quase dois séculos de existência, cruzando-se naturalmente com a história do ensino médico em Portugal. Destacam-se os seus ilustres alunos e professores, que contribuíram decisivamente para o enriquecimento patrimonial e intelectual desta biblioteca, confiando ao seu cuidado, as suas bibliotecas pessoais, para que fossem conservadas, tratadas e disponibilizadas aos seus discípulos. A título de exemplo, podemos referir os legados de Simão José Fernandes e de Sousa Martins, entre outros. 

As suas origens datam de 1815, com a criação da Livraria Cirúrgica no Hospital Real e Nacional de São José, a pedido dos ajudantes e praticantes matriculados nas aulas de anatomia e de cirurgia. Dos principais acontecimentos que marcam a sua história, salientam-se a inauguração, em 1906, do edifício do Campo de Santana destinado ao ensino das disciplinas teóricas, para onde transitou também a Biblioteca e, posteriormente, a inauguração do edifício do Hospital Escolar de Santa Maria, para onde se transferiu a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (criada em 1911), bem como a sua biblioteca, onde permanecem desde 1954 até aos dias de hoje. 

Actualmente, a Área de Biblioteca e Informação, integra dois núcleos: o núcleo de Biblioteconomia / Arquivo Histórico e o núcleo de Difusão da Informação / Biblioteca Digital, sendo a sua coordenação científica gerida pelo Professor Bibliotecário, Professor Doutor António Vaz Carneiro, e a coordenação técnica pela Bibliotecária Susana Henriques. O modelo de gestão adoptado aposta no envolvimento de todos os elementos da equipa, sem os quais os níveis de qualidade e excelência propostos já mais seriam atingidos. 

A Biblioteca-CDI pretende contribuir para o incremento da qualidade e competitividade do ensino/aprendizagem e investigação, alinhando a sua estratégia de actuação com os objectivos definidos para a FMUL, e de acordo com os níveis de excelência e qualidade promovidos pela ULisboa. 

Tendo como visão atingir a excelência enquanto centro de recursos para a aprendizagem e Investigação em Medicina e Ciências da Saúde, a Biblioteca-CDI assenta o seu desempenho nos seguintes valores: 

- Competência na satisfação das necessidades dos utilizadores; 
- Inovação na procura do conhecimento usando as TIC; 
- Qualidade dos produtos e serviços prestados aos utilizadores/clientes e, 
- Compromisso institucional interagindo e cooperando com os diversos serviços do CAML. 

Os desafios emergentes do panorama actual, marcados pela necessidade de renovação e contenção, exigem uma inevitável adaptação dos serviços disponibilizados, apontando para uma economia cada vez mais integrada e partilhada de recursos.
Neste âmbito surge a necessidade de planeamento de um novo modelo de biblioteca universitária, elemento activo e essencial para a disponibilização de recursos de apoio às actividades inerentes ao ambiente académico. 

Enquadrada no mundo tecnológico em que a globalização digital é uma realidade, a Biblioteca-CDI definiu como estratégia fundamental a aposta na disponibilização de recursos electrónicos. Neste contexto a colecção em papel tem vindo, progressivamente e de forma sustentada, a dar lugar a uma colecção largamente electrónica. 

Esta opção permite o acesso e consulta dos recursos disponíveis, para além dos espaços físicos da Biblioteca, a partir da sua homepage, possibilitando que esta se mantenha disponível 24 hora por dia, 7 dias por semana, em qualquer parte do mundo, via VPN – virtual private network, apostando no lema: “A Biblioteca está onde tu estás.” 

A aposta nos recursos online fomentou a preferência dos utilizadores pelos formatos digitais, por um lado, e por outro, aumentou as necessidades de formação sentidas especialmente para a consulta de bases de dados. 

Assim, a par do investimento que é feito nos recursos tecnológicos, torna-se imperativo o investimento na formação dos utilizadores, para que estes possam ter uma maior capacidade e autonomia na recolha de informação e aquisição de conhecimento. 

O reflexo deste investimento, quer nos recursos, quer na formação, verifica-se nas competências desenvolvidas pela equipa da Biblioteca-CDI, jovem e dinâmica, cujo lema é: “trabalhar sempre em prol das necessidades do utilizador e dos seus interesses, chamando a si a responsabilidade de desenvolver incessantemente as suas capacidades profissionais e de relacionamento humano, revelando interesse pelo evoluir das tecnologias da informação, pesquisando novas fontes de informação em saúde, de modo a estabelecer com o utilizador uma cumplicidade profissional que conduza à excelência dos serviços prestados” tal como preconizado pela Dr.ª Emília Clamote, responsável pela Biblioteca-CDI até Dezembro de 2012.
Assim, a Biblioteca-CDI define a formação de utilizadores como uma área prioritária, na qual tem vindo a apostar fortemente, reconhecendo o papel educativo que Bolonha veio atribuir às Bibliotecas Universitárias. 

Esta área resulta do compromisso e da aposta estratégica do serviço de referência e do serviço de marketing e difusão da informação, duas áreas distintas mas que se complementam e mantém fortemente ligadas, na promoção da formação e autonomia dos utilizadores, para uma correcta utilização dos recursos e fontes documentais disponíveis. 

Para além do serviço de pesquisa assistida, a Biblioteca-CDI disponibiliza um programa de formação, de acordo com os recursos disponíveis e com as necessidades específicas dos diversos grupos de utilizadores – alunos do ensino pré e pós-graduado, médicos e investigadores. 

O programa formativo, visa por um lado apresentar e divulgar os serviços e recursos existentes, e por outro, aprofundar cada um deles, proporcionando aos utilizadores, ferramentas de pesquisa, recuperação, análise e gestão da informação, apostando assim no desenvolvimento das competências infoliterárias. 

A formação desenvolvida pelos serviços da Biblioteca-CDI, não estando integrada no curriculum académico, faz parte do programa formativo da unidade curricular de Medicina Baseada na Evidencia, colaborando também com o Programa Doutoral do Centro Académico de Medicina de Lisboa. 

O Projecto de Formação pretende garantir que desde cedo todos os utilizadores reconheçam não só os recursos disponíveis, mas também a importância do desenvolvimento de competências ao nível da recuperação e gestão da informação, intervindo fortemente junto dos alunos de primeiro ano do Mestrado Integrado em Medicina, para que estes rentabilizem o seu processo de aprendizagem e percurso académico. 

Assim, a biblioteca tem vindo a desenvolver actividades que apelam a uma relação de proximidade com os utilizadores e, principalmente, alertam para a importância do domínio das ferramentas de pesquisa, recuperação, análise e gestão da informação, dando resposta às necessidades que estes apresentam para a elaboração dos seus trabalhos. Das actividades desenvolvidas nesta área, destacam-se o Registo de Utilizador e divulgação de serviços durante a Semana das Matrículas, a participação na Semana de Introdução e os projectos de formação: “Tens um Trabalho para fazer? A Biblioteca Ajuda” e “Às Sextas na Biblioteca”

Fundamental para garantir uma constante actualização e qualidade dos serviços prestados é o estabelecimento de parcerias e colaborações com outras bibliotecas congéneres e redes nacionais e internacionais especializadas no tratamento e difusão da documentação e informação em saúde. Destas, destaca-se a colaboração com a APDIS – Associação Portuguesa de Documentação e Informação em Saúde, cujo secretariado se encontra sedeado na Biblioteca-CDI, bem com a EAHIL – European Association for Health Information and Libraries, da qual somos membro do International Council. 

Os desafios futuros são muitos, a Biblioteca-CDI continuará a apostar na qualidade dos serviços prestados, na rentabilização dos recursos, na actualização constante e no desenvolvimento de competências para que continue a ser uma Biblioteca de referência a nível nacional e internacional, exemplar nas metodologias de actuação e actualização constante, com enfoque no cliente – o utilizador da documentação e informação.
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