News nº 31 | Janeiro 2013
Investigação e Formação Avançada
Inês Figueiredo recebe o 1º Prémio do 15º Workshop "Educação pela Ciência"


Inês Figueiredo
ifigueiredo@campus.ul.pt




O gosto e interesse pela Ciência e Investigação foram fatores determinantes que me conduziram ao curso de Medicina. Nos primeiros anos tive oportunidade de contactar de uma forma mais próxima e direta com o ambiente laboratorial, que me despertou para as oportunidades a que tinha acesso como estudante, em participar em projetos de investigação. Através de diversos meios de divulgação, quer através da associação de estudantes, quer por encontros organizados por/para estudantes (na altura denominado EnjoyMed, atualmente AIMS Meeting), tomei conhecimento da existência do programa GAPIC. Rapidamente agarrei a oportunidade e candidatei-me a um projeto que se enquadrasse nas áreas científicas que me suscitavam maior interesse. 

Atualmente, é aconselhável que todos os clínicos realizem ou partilhem algum tipo de experiência ao nível da investigação, seja esta de caráter clínico/aplicado, mais usual, ou investigação fundamental. Esta última, é aquela que para mim representa um maior potencial e desafio por se debruçar sobre os pilares dos problemas científicos que chegam no final à “cabeceira do doente”. O GAPIC, como instituição ímpar no seio do Centro Académico Médico de Lisboa (CAML), assumiu o papel de estabelecer a ponte entre a formação médica e a pesquisa científica, proporcionando a participação nos dois campos a qualquer estudante de Medicina desde o início do seu percurso académico. 

Há dois anos, mostrei o meu interesse em incorporar um projeto de investigação nos Institutos de Neurociências e Bioquímica, lugares onde fui muito bem recebida e onde aprendi muito. Esta minha participação, permitiu-me ter um contacto em primeira mão com o ambiente multidisciplinar de um laboratório de investigação, até à convivência com o espírito de descoberta científica nas unidades, mais diretamente com os tutores que nos acolhem. Existe uma aprendizagem de técnicas e protocolos laboratoriais enriquecedora, bem como a produção de meios de divulgação do trabalho efetuado, produção de relatórios, candidaturas a bolsas/projetos e ainda a participação em seminários e Workshops. Esta experiência culminou na atribuição do projeto desenvolvido no Instituto de Bioquímica e Biologia Celular o 1º prémio no 15º Workshop “Educação pela Ciência”/Dia da Investigação do GAPIC em dezembro de 2012. Creio que, por estas razões, fazer um trabalho de investigação ainda durante o curso pré-graduado é uma mais-valia para o desenvolvimento académico de qualquer estudante de Medicina. 

No entanto, é certo que das coisas mais difíceis de se conseguir tendo um projeto GAPIC, é conciliar o tempo entre o curso de Medicina e a percentagem de tempo dedicada ao trabalho laboratorial. Por isso, foi com muito orgulho que vi ser reconhecido esse esforço e todo o trabalho árduo durante o 15º Workshop GAPIC. É sempre um momento especial quando expomos o nosso trabalho a Investigadores Fundamentais e Clínicos das mais variadas áreas que, por entre as diversas perguntas e comentários, somos capazes de reconhecer o potencial que o projeto alcançou. Além da oportunidade de expor, é também uma oportunidade de aprender e adquirir novas ideias, uma vez que da discussão e troca de opiniões com colegas surgem novas perspetivas para trabalhos futuros. 

A minha passagem pelo programa GAPIC foi uma experiência inesquecível que contribuiu para enriquecer o meu percurso profissional e individual; fez crescer a semente que tinha pela investigação e acredito que contribuirá para que me abra portas para a minha carreira futura. 

Gostaria de deixar uma nota de agradecimento especial a todos aqueles que me têm acompanhado neste percurso e, em particular, ao Prof. Doutor Miguel Castanho e ao Mestre João Miguel Freire.
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