News nº 57 | abril 2016
Sabia que...?
O criador de Sherlock Holmes era médico de formação?

Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930), escritor britânico, criador do imortal Sherlock Holmes, era médico, tendo obtido a sua formação na Universidade de Edimburgo, especializando-se, mais tarde, em Oftalmologia. 

Como tantos outros escritores, foi difícil encontrar um editor para as histórias que escrevia, inicialmente nos intervalos das consultas, enquanto aguardava pelos seus pacientes, e noutros tempos livres. 

A profissão de médico e a sua formação científica moldaram em grande parte o estilo do autor, considerado um dos grandes nomes da ficção britânica da época vitoriana.

Uma das marcas distintivas da ficção de Conan Doyle é a forma como, sem se afastar da fantasia e da especulação, procura e consegue de facto atribuir à sua personagem principal as características de um verdadeiro cientista, seja através dos métodos de investigação criminal, quer das descrições pormenorizadas de cada caso, tal como nos é contado, desde as etapas iniciais ao surpreendente desfecho, por um médico, o não menos célebre Dr. John H. Watson, provavelmente inspirado num dos colegas de Doyle, de nome James Watson. 

Conan Doyle escreveu, a propósito da criação de Holmes: "...in later life I tried to build up a scientific detective who solved cases on his own merits and not through the folly of the criminal". 

Uma característica peculiar de Sherlock Holmes, imaginável para muitos leitores de hoje, é que o famoso detective era um cocainómano. Tal facto, não sendo estranho para o contexto da época, merece a forte oposição do seu amigo e colega Dr. Watson.  Uma das mais famosas adaptações à televisão, com Jeremy Brett no papel de Sherlock Holmes, retratou justamente essa característica, numa cena notável





























Gravura da autoria de Sydney Paget para "A Scandal in Bohemia", que começou por aparecer na revista The Strand Magazine, em Julho de 1891. Sherlock Holmes está sentado, de costas, as pontas dos dedos das suas mãos unidos, num gesto característico do detective, muitas vezes replicado nas diversas adaptações ao cinema e à televisão. (Fonte: Wikipédia)


André Silva
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