News nº 2 | Dezembro de 2008
Notícias FMUL
Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML)
Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML)
No passado dia 8 de Dezembro foram assinalados os 54 anos da Inauguração do Hospital de Santa Maria. A efeméride foi marcada por diversas cerimónias: homenagem aos profissionais do HSM (foi plantada uma árvore por cada um dos colaboradores falecidos em 2008), Missa Solene celebrada pelo Bispo Auxiliar de Lisboa e Vigário Geral da Diocese D. Tomáz Numes; inauguração das novas Instalações do Serviço de Patologia Clínica – Centralização de Laboratórios e a Inauguração da Nova Unidade de Cuidados Intensivos e Bloco Operatório do Serviço de Neurocirurgia; lançamento oficial do projecto de construção do Edifício João Cid dos Santos.

A Sessão Solene, que se realizou na Aula Magna da FMUL, foi palco da assinatura do Protocolo de Acção e Entendimento que instituiu o Centro Académico da Medicina de Lisboa. Este protocolo foi assinado pelo Prof. Doutor Fernandes e Fernandes, Prof. Doutor João Lobo Antunes e Dr. Adalberto Campos Fernandes, Director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Presidente da Direcção do Instituto de Medicina Molecular e Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, respectivamente. 



Para além dos signatários acima referidos, a cerimónia contou com a presença de diversas individualidades das quais se destacam a Ministra da Saúde, Dra. Ana Jorge, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Mariano Gago, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Dr. Francisco Ramos, o Reitor da Universidade de Lisboa, Prof. Doutor António Sampaio Nóvoa e o Director Clínico do CHLN, Prof. Doutor João Correia da Cunha.


Apresenta-se de seguida o discurso proferido pelo Director da Faculdade de Medicina, Prof. Doutor J. Fernandes e Fernandes. 



Senhora Ministra da Saúde; Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Senhor Reitor da Universidade de Lisboa; Ex.mas Autoridades Académicas e de Saúde; Senhor Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria e Membros do Conselho; Senhor Presidente da Direcção do Instituto de Medicina Molecular; Sr. Presidente do Conselho Científico da Fmul; Ex.mos Colegas, Senhores Enfermeiros, Senhores Funcionários e Senhores Alunos; Prof. Jaime Celestino Da Costa; Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Em primeiro lugar, gostaria de saudar V. Exas, Senhora Ministra da Saúde e Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e agradecer a vossa presença nesta cerimónia. Ela tem um significado muito especial: traduz o apoio inequívoco a uma estratégia e a uma política que, com a Direcção do Hospital, temos vindo a construir desde o início dos nossos mandatos.

Permitam-me, no entanto, que comece por felicitar, o Hospital de Santa Maria, a sua Administração e, também, todos nós, que trabalhando nesta Casa Comum, também somos Hospital, por mais este aniversário.
A renovação em curso no Hospital, que se vê e se sente no dia a dia, foi um desafio que a Faculdade de Medicina tem acompanhado com o maior interesse e entusiasmo, porque um Hospital de Santa Maria, moderno e eficiente, é indispensável à nossa acção educativa e ao desenvolvimento da Investigação médica. O Hospital, Senhores Ministros, minhas Senhoras e meus Senhores, é verdadeiramente, e permitam-me a metáfora, o coração da faculdade, e um coração rejuvenescido e saudável, é indispensável à Saúde deste campus académico que agora celebrámos.

De facto, o Centro Académico de Medicina de Lisboa, para cuja oficialização acabámos de assinar um Protocolo de Acção e Entendimento, não é apenas uma intenção; fundamenta-se numa realidade palpável, que já existe, que é assente na força e vitalidade das instituições signatárias, e que o filme que acabámos de ver, ilustrou com verdade.
A sua institucionalização marcará um salto qualitativo, e permita-me senhor Ministro que me aproprie duma designação do seu mundo científico, eu diria um salto quântico na evolução da nossa realidade e que permitirá fazer renascer, para um outro Tempo e para outras necessidades, a realidade que marcou o período de ouro da Medicina Portuguesa no século passado: uma Escola Médica, dedicada ao Ensino e à Investigação, intimamente entrosada com o seu Hospital Universitário.

A participação, neste Consórcio, do Instituto de Medicina Molecular, ao qual a Faculdade de Medicina está profundamente associada, trará um acréscimo fundamental: a interrogação da natureza, que é a essência da Investigação, não é mais compatível com os “garfos, facas e colheres” que o nosso mestre João Cid dos Santos invocava. Requer, cada vez mais, novas tecnologias e procedimentos, que da molécula ao organismo e à Pessoa Doente, nos ajudem a compreender os mecanismos mais íntimos da Doença e a encontrar novos caminhos para o seu tratamento e prevenção.

O objectivo deste projecto é claro: contribuir para a renovação da Medicina Académica, para a qual ensino moderno, investigação activa e unidades clínicas académicas e de referência são requisitos fundamentais, potenciar o melhor aproveitamento dos recursos comuns que a integração geográfica neste campus académico facilita e, desse modo, constituir uma Unidade de Referência no contexto europeu em que nos integramos.
A promulgação recente e conjunta por V. Exas Senhores Ministros, da Lei sobre a compatibilidade dos programas de Doutoramento com o Internato é, para esse objectivo que mencionei, da revitalização da Medicina Académica, um passo importante que se reconhece e que, estou certo, saberemos aproveitar.

Permitam-me que saúde, nesta ocasião, os representantes presentes das Instituições do Ministério da Saúde que connosco estabeleceram protocolos de afiliação para o Ensino, Hospitais e Centros de Saúde, e que ajudam a corporizar aquilo que designámos por Parceria para o Ensino Clínico

A sua colaboração é essencial para a nossa missão educativa, e espero que nos novos Estatutos da Faculdade fique consagrada a sua representação, para que esta Parceria seja efectivamente duradoura e a “two way traffic”.

Vivemos indubitavelmente uma época em que a renovação das Instituições Académicas é possível e indispensável.
Foi no contexto da discussão sobre os Estatutos da Universidade que, com o beneplácito de V.Exª Senhor Reitor, cuja presença e apoio para este projecto, agradeço, foi possível realizar, nesta mesma sala em Janeiro passado, uma sessão com o seu homólogo da Universidade de Utrecht, que fora também Director do Academic Medical Centre dessa Universidade, e que V.Exª Senhor Ministro Mariano Gago recebeu, questionou e, depois, nos encorajou para que se viesse a constituir o Centro Académico de Medicina de Lisboa. E quando, alguns dias depois, falámos consigo, Senhora Ministra da Saúde, logo após ter assumido as suas funções, V. Exª manifestou também a sua concordância. Senhores Ministros o vosso interesse empenhamento foi e será decisivo, para a concretização deste projecto.
Uma palavra especial de reconhecimento ao Prof. Fernando Lopes da Silva que, através da sua notabilíssima experiência, disponibilidade sem limites e generosidade intelectual e pessoal, nos apoiou neste projecto, bem como, na avaliação prévia e na prossecução da reforma do ensino em curso na Faculdade.
O Prof. Fernando Lopes da Silva aceitou integrar, com o Prof. Stoof, Reitor da Universidade de Utrecht, a Comissão Externa de Acompanhamento para a implementação do Centro Académico.
Permitam-me, uma referência ao Prof. Jaime Celestino da Costa, que ao longo de tantos anos escreveu e nos ensinou sobre toda esta problemática do ensino da medicina e o hospital universitário e cuja presença nesta sessão, tem um significado iniludível:
Meu querido Mestre, este é, também, adaptado a um novo tempo e a novos desafios, o seu combate.
Senhores Ministros, Minhas Senhoras e meus Senhores:

O protocolo que acabámos de assinar é realmente, uma aposta para o Futuro, é um acto de responsabilidade pública que, em conjunto assumimos, conscientes de que o caminho será difícil, mas só o que é difícil interessa, como escrevia Rilke ao Sr. Kappus, aspirante a Poeta.

Estou certo que ao fazê-lo não só honramos o Passado, como saberemos merecer o Futuro.

 

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