News nº 5 | Abril de 2009
Reportagem / Perfil
Associação dos Antigos Alunos da FML - A Dinâmica de uma Associação
Associação dos Antigos Alunos da FML - A Dinâmica de uma Associação
Legenda: Em baixo da esquerda para a direita; Prof. Doutor Rafael Ferreira, Presidente do Conselho Fiscal; Prof. Doutor António Gentil Martins, Membro do Conselho Consultivo; Dra. Maria do Céu Roque Gomes, Vogal da Direcção; Dr. Vasco Corrêa d’Almeida, Secretário Geral da Direcção; Dr. Rui Bento, Presidente da Direcção. Por cima no mesmo sentido; Prof. Doutor Alberto Escalda, Tesoureiro e Dra. Ângela Valença, Vogal da Direcção. 

25 de Março de 2009, Anfiteatro Cid dos Santos

Autores: Associação dos Antigos Alunos. Entrevista conduzida por Helena Cabeleira.
Participações na Entrevista: Prof. Doutor António Gentil Martins, sócio fundador e membro do Conselho Consultivo; Dr. Rui Simões Bento, sócio fundador e Presidente da Direcção e Dr. Vasco Corrêa d’Almeida, sócio fundador e Secretário Geral da Direcção, todos da AAAFML.
e-mail: aaafml@fm.ul.pt
http://aaafml.blogspot.com/


A Associação dos Antigos Alunos (AAA) da Faculdade de Medicina de Lisboa (FML), foi oficialmente constituída a 4 de Julho de 2000, com os seus Estatutos devidamente aprovados. Mas a AAAFML tem um passado que não deverá ser esquecido e sim respeitado, pois desde 1997 já se encontrava em funcionamento a Comissão Pró-Associação dos Antigos Alunos da FML, altura em que se conseguiram angariar cerca de 500 sócios diversificados pelos grupos etários e carreiras com o esforço, dedicação e dinamismo de individualidades como Dr. Adriano Natário, Dr. Alexandre Lourenço, Dr. José Antunes, Dr. Rui Portugal, Dr. Rui Bento e Prof. Doutor Carlos Perdigão.

Durante os anos que se seguiram, a AAAFML desencadeou um ciclo de debates temáticos, designadamente sobre gestão de Serviços Hospitalares no conceito de “Centro de Responsabilidade Integrado” organizando uma Mesa Redonda que ocorreu durante o XXII Congresso Português de Cardiologia, em Vilamoura, num texto publicado no vol. 1, da Revista Alumni Forum, um dos órgãos de comunicação da Associação.

Organizou ainda debates sobre causas importantes de interesse para a classe médica, como o das “Listas de Espera” no S.N.S., na Aula Magna da FML, publicado no vol. 2 da Alumini Forum.

Posteriormente, em Dezembro de 2001, desencadeou novo ciclo de debates em colaboração com a Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, entre os candidatos às Presidências do Conselho Regional Sul e do Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos, pois, na ocasião, assistia-se ao processo eleitoral para os órgãos sociais da O.M.

A colaboração da AAAFML com a Associação de Estudantes da FML teve visibilidade através dos Seminários que organizou sobre a temática “Saídas Profissionais” que contou com a intervenção de individualidades de prestígio, que apresentaram as diversas oportunidades profissionais das carreiras académica, hospitalar, investigação, indústria farmacêutica e medicina desportiva, bem como nas diversas especialidades médico-cirúrgicas.

Nos anos de 2003 a 2005, a AAAFML teve um período em que não conseguiu desenvolver actividades de relevo, até que o dinamismo do Prof. Doutor António Gentil Martins colocou em marcha todo um processo de desenvolvimento e actividade que veio a culminar no que a AAAAFML é hoje em dia.

Neste contexto, os seus actuais dinamizadores, Prof. Doutor António Gentil Martins, Dr. Rui Bento e Dr. Vasco Corrêa d’Almeida foram convidados para concederem uma entrevista. A primeira pergunta foi dirigida ao Prof. Doutor A. Gentil Martins. 


É importante dar a conhecer como se conseguiu dinamizar, novamente, as actividades e funcionamento da AAAFML, a partir do mês de Abril de 2008, pois a Associação passou por períodos de dificuldades no seu desenvolvimento, para voltar de novo ao seu dinamismo actual
.

Prof. Doutor António Gentil Martins (AGM): A Associação estava parada já há muito tempo e tentei desencadear um processo electivo de novos corpos sociais. Para tal, consegui motivar o Dr. Joshua Ruah, mas após dois anos nada aconteceu e, no fim desse período fui contactado pelo actual Director da Faculdade de Medicina de Lisboa, o Prof. Doutor José Manuel Fernandes e Fernandes que me alertou para a falta de funcionamento da Associação e me convidou para assumir o leme da AAAFML.

Em resposta, e apesar de pessoalmente não dispor de tempo para assumir as funções de Presidente da Direcção, na qualidade que detinha de Presidente da Assembleia Geral tomei três decisões: a primeira foi convocar todos os sócios, inicialmente inscritos, para saber se estavam interessados, ou não, na continuidade da Associação; a segunda foi a convocação dos Presidentes das Associações de Estudantes dos últimos dez anos que, pelo facto de terem sido Presidentes seriam pessoas mais receptivas a apadrinhar uma Associação; finalmente, convoquei uma reunião que veio a resultar numa eleição para a constituição dos actuais Corpos Sociais, com pessoas disponíveis e motivadas para dar continuidade à actividade da AAAFML, com a apresentação do programa de mandato.

Entretanto, o Prof. Fernandes e Fernandes contactou-me novamente dizendo que estava agendada a celebração de um protocolo entre a FML, a AAA e a Caixa Geral de Depósitos e dado ser eu ainda o Presidente da Assembleia Geral, convidou-me a representar a Associação no acto público da assinatura do referido Protocolo. Dado que aceitei, isso levou a que considerasse, pelo menos temporariamente, responsável de que a AAA funcionasse em pleno, ponto de honra a partir desse momento. 


Na qualidade de Presidente da Direcção da AAAFML, quais as principais preocupações com que actualmente a Associação se depara?


Dr. Rui Bento (RB): Acima de tudo e para além do trabalho que dá, o que mais me preocupa é criar condições para que o funcionamento da AAA resulte em pleno.

Numa entrevista que recentemente concedi à revista da Ordem dos Médicos sobre a Associação, a abordagem foi exactamente a questão da legalização da AAA e resolução das questões pendentes, como o cumprimento do Programa de Mandato 2008-2011 e o processo necessário que neste momento se pretende desenvolver para a angariação de novos sócios, estando a Associação a proceder a uma ampla divulgação das suas actividades para esse efeito, sobretudo junto dos Antigos Alunos da FML que desempenham as suas funções em instituições públicas ou privadas, universidades, centros de investigação e outras actividades, mas que estão dispersos pelo nosso país e pelo estrangeiro.

Neste contexto a AAAFML aproveita a oportunidade desta entrevista como um meio para convidar todas as pessoas e individualidades que queiram manter os laços com a Faculdade de Medicina de Lisboa, através da sua Associação de Antigos Alunos, a inscreverem-se como novos sócios, beneficiando assim, de todas as actividades desenvolvidas e a desenvolver, no futuro, podendo para tal consultar a página da Internet, http://aaafml.blogspot.com/ para obter toda a informação necessária, bem como a ficha de inscrição, para novos sócios, mediante a contribuição de uma quota de inscrição inicial, no valor de 25,00€, para pessoas singulares ou colectivas.

O que é importante neste momento é divulgar a existência da AAA, os seus encontros, os debates e o espaço de tertúlia que procura ser e, acima de tudo que os Antigos Alunos da FML saibam que podem contar com o apoio e o reconhecimento da AAAFML. 


Dadas as funções que desempenha como Secretário Geral da AAA quais as principais questões se lhe afiguram mais prementes de resolução?


Dr. Vasco Corrêa d’Almeida (VCA): Neste momento e com cerca de 9 anos de atraso, ainda existem questões legais que se transformaram em constrangimentos e que estamos progressivamente a resolver. Nomeadamente os aspectos burocráticos/administrativos, como sejam a declaração do início de actividade, a efectuar junto do Ministério das Finanças, para de seguida se desencadear o processo tendente a solicitar a isenção da obrigatoriedade de entregar declaração do IRC. Esta matéria por exemplo, deveria ter sido resolvida logo no ano de 2000, noventa dias após a sua constituição, o que não foi feito e poderá significar que a AAA incorra numa pesada multa por incumprimento dos prazos.

Temos ainda todos os restantes aspectos, próprios de uma Associação, que na devida altura por não terem sido acautelados, nos consomem demasiado tempo e dinheiro a implementá-los e corrigi-los. 


A AAAFML teve a iniciativa de desencadear um processo a que chamou bolsa de estágios para os alunos da FML que ainda estão a concluir a sua licenciatura. A questão que se coloca é como poderão a FML e a AAA interagir para que estes estágios venham a tornar-se efectivamente apelativos para os estudantes da FML?


AGM: 20 colegas tiveram a amabilidade de se oferecer, voluntariamente, para receber alunos que pretendam aderir a este projecto. No entanto, continua a aguardar-se a resposta dos alunos, nesse sentido.

A realidade é que, para os alunos se sentirem entusiasmados ou incentivados para aderirem a esta oportunidade, teria de existir uma contrapartida no programa curricular da licenciatura, onde a possibilidade de frequentarem estes estágios fosse contemplada.

Estes estágios teriam que ser qualificados como as “opções curriculares”.

Os alunos têm já opções para desenvolver actividades extra curriculares que lhes interessem. Estes estágios representariam uma das opções: desenvolver uma actividade clínica com um colega sócio da associação, que se oferecesse para lhes dar um treino de vida profissional, inclusive nas áreas da investigação. Em contrapartida, deveriam poder obter um crédito ou nota, idênticos aos utilizados para as suas outras opções.

A questão será sobretudo qual o período de tempo que seria compatível para integrar este “estágio clínico especial para o desenvolvimento da vida profissional”, dentro da sua carga horária curricular.

VCA: A filosofia de base desta operação seria no sentido dos alunos terem uma vivência do que seria o exercício da medicina e não tinha a ver com pontuações, apenas com o acompanhamento da actividade clínica com um colega, fosse ele um ortopedista, um colega de saúde pública, um cardiologista, etc.

Mas, sobretudo, terá que existir um horário compatível, com um período opcional de escolha, afim de que haja possibilidade para se poder optar por este tipo de actividade.

Um dos grandes incentivadores desta iniciativa foi o Prof. Doutor Fernando Pádua que se ofereceu para abrir as portas do Instituto de Cardiologia Preventiva e que, publicamente, se congratulou com esta ideia, na medida em que tinha sido um dos seus pioneiros e manifestou a sua satisfação por esta ser de novo apadrinhada, através da AAA.

RB: A vantagem está apenas em aprender. Actualmente e devido ao ritmo a que os alunos estão sujeitos, provavelmente pensam que não têm vantagens em participar nestes estágios. 


Então neste caso, qual é o papel da Faculdade de Medicina no desenvolvimento ou aproveitamento desta actividade?


AGM: Será a própria Escola que terá que definir em que moldes é que vê o enquadramento dos alunos, para que estes possam usufruir de forma plena desta oportunidade. Possivelmente, como matéria opcional integrada numa das várias opções curriculares existentes, ou como mais uma opção extra curricular, para se poder aliciar duma maneira mais fácil, útil e gratificante, para o desenvolvimento académico dos estudantes. A disponibilidade para um trabalho suplementar é sempre difícil de ser aceite pelos alunos, sobretudo se não lhe reconhecem a validade.

É importante que a Faculdade estabeleça as condições para estes estágios e, além disso, defina, exactamente, quais serão os anos lectivos em que poderão ser integrados.

Quais são as suas expectativas futuras para o desenvolvimento da AAAFML?

RB: Neste momento é importante sermos capazes de cumprir as linhas programáticas na maioria dos itens do Programa para o ano de 2009, com os encontros e debates de assuntos importantes, não só de interesse para toda a classe médica, mas também para os alunos, sem que com isso a AAA pretenda interferir com as acções desenvolvidas pela Associação de Estudantes da FML e sim, a título de complementaridade e esclarecimento mútuo que, duma forma geral, será também uma via de interacção com a Faculdade de Medicina, referida nos próprios estatutos da AAA.

Por outro lado, é importante saber o que a FMUL gostaria que a AAA desenvolvesse ou representasse em termos de apoio à formação, em termos de complementaridade sob a forma de apoio à escola e aos alunos que nela estudam e, em tudo o que estas duas instituições considerem que a AAA possa colaborar ou interagir.

AGM: A AAA está disponível para colaborar quer com a FML, quer com a AEFML, mas, por outro lado, também estas têm que lhe dar a conhecer o que esperam dela e o que pretendem que a Associação seja. Isto embora, também esta possa propor algumas ideias, que poderão, ou não, vir a ser aproveitadas.

RB: Espero contactar com o Director da FML a fim de estabelecer a melhor maneira de interagir, em relação aos assuntos que propomos, pois tem que haver uma simbiose entre a nossa Associação a FMUL e a AEFML. Acima de tudo, congratulamo-nos porque, pela primeira vez, houve o reconhecimento nos Estatutos da FML, no seu Título V, Artigo 50.º da existência e do papel da AAAFML, como parte integrante da missão da Faculdade de Medicina.

Por último, e segundo as palavras do Dr. Rui Bento à conversa com a medi.com “(…) acredito que a AAAFML vai concretizar todos os objectivos a que se propõe com sucesso, pois temos nesta direcção colegas de grande qualidade em vários aspectos. Por exemplo, temos uma colega que além de ser formada em medicina é formada em direito e exerce ambas. O nosso Secretário Geral é um colega fora de série, muito activo e criativo. O vice-presidente, José Antunes, é o director do jornal Tempo de Medicina, que deve ser o jornal mais lido pelos médicos. Estou confiante que com esta qualidade humana que compõe a Direcção, restantes órgãos e seus sócios, a AAAFML tem todos os motivos para se orgulhar do seu papel no seio da comunidade académica e médica”.

Ficam os contactos da Associação dos Antigos Alunos da FML, as nossas saudações académicas e aos nossos colegas médicos.


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