News nº 11 | Janeiro/Fevereiro 2010
Auscultar FMUL
Expectativas dos alunos do 1º ano nos lectivos de 2004 a 2009
Nuno Rodrigues, Pedro Marçal, Carlota Saldanha
gpa@fm.ul.pt

Da literatura actual e da revisitada ressaltou uma frase que foca o que a seguir se desenvolve – students from medical schools are face – to - face with life. - in BMC Medical Education 2006, 6:(11) 1-15


As faculdades de medicina, nacionais e internacionais, preocupam-se com os seus alunos e, em particular, com os recém admitidos, por constituírem um grupo com características específicas associadas à transição entre níveis de ensino diferentes.

Várias são as abordagens seguidas pelas faculdades, no sentido de acrescer às valorizações cognitivas as competências e as características humanas que permitam seleccionar os melhores alunos. O mesmo é dizer aqueles que reúnam as qualidades necessárias à aquisição do conhecimento e ao desenvolvimento concertado das aptidões, competências e atitudes inerentes ao exercício e acto médico. Mas, não basta, é necessário que as faculdades ofereçam qualidade em exemplo humano, em ambiente logístico e em práticas de ensino-aprendizagem. E, neste ajuste, entre o que as faculdades de medicina pretendem e o que oferecem, o aluno é um dos componentes que incentiva e contribui para o sucesso institucional e, intrinsecamente, para a qualidade da sua formação. Em consequência, e no que respeita aos alunos do 1º ano, uma das formas desse contributo adquiri-se pelo conhecimento do que cada aluno espera ser a sua vivência académica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). Assim, com o objectivo de conhecer as expectativas dos alunos do 1º ano é, desde 2004 até ao presente, aplicado um inquérito, de preferência na primeira semana do ano lectivo, numa aula que decorra com a presença da totalidade dos alunos. O inquérito, na forma de questionário anónimo, contempla perguntas sobre (i) a caracterização do discente (ii) a candidatura de acesso ao ensino superior; e (iii) as expectativas face ao curso de medicina, ver exemplar do questionário.

A taxa de resposta dos discentes tem sido estatisticamente fiável. Quanto à caracterização dos discentes, tem havido, durante estes 6 anos lectivos, constância no que respeita ao género, com predomínio do feminino, à média de idades, 18 anos, à média de ingresso, entre 18 e 19 valores, e ao Distrito de proveniência, que tem sido Lisboa. Constata-se, também, a manutenção quanto ao perfil das actividades lúdicas extra-curricular, em que, a de eleição se reporta à desportiva. Entre as várias modalidades desta, as mais preferidas são as aquáticas e o ginásio/health club, praticadas durante “alguns dias por semana”.

De entre as várias opções para a razão de preferência da FMUL, como 1ª opção, os discentes indicam a qualidade de ensino ministrado, a localização próxima da residência e o prestígio institucional, como preferenciais, sendo que, esta última tem mantido a sua preponderância nestes 6 anos lectivos. Quanto ao motivo principal da escolha do curso de medicina, a maioria das respostas assinaladas é a referente ao “especial interesse pela área” (>65%). Em seguida, com valores que oscilam entre os 4,5% e os 17%, vem “uma área vital para a sociedade”. A possibilidade de vir a “dedicar-se à investigação” não tem ultrapassado os 6%, apesar de, concordarem, quando inquiridos, no ano de 2009/2010, sobre a possibilidade de obterem, formação, competências na área de investigação e integrar projectos. 

Nos anos lectivos de 2004/2005 e 2005/2006, a pergunta sobre as expectativas referentes ao curso de medicina era livre e, categorizando as respostas obtidas, a maioria incidia sobre a obtenção de realização profissional/satisfação profissional; aquisição de conhecimento/técnica/capacidades/competências; melhorar a qualidade de vida do outro/ ser útil à sociedade; emprego seguro; e a estabilidade profissional. Com base nestas categorias de conteúdo, no ano de 2006/2007, a pergunta referente às expectativas deixou de ser aberta para semi-aberta, obtendo nos itens respeitantes à aquisição de (i) conhecimento (ii) competências e a referente à estabilidade profissional, menor pontuação, relativamente à obtenção de (a) realização profissional, (b) satisfação profissional, (c) melhorar a qualidade de vida do outro, (d) ser útil à sociedade. A partir do ano lectivo de 2007, as perguntas neste item das expectativas mantiveram-se, mas foram respondidas de acordo com uma escala de 4 opções (discordo totalmente, discordo, concordo, concordo totalmente) ficando as expectativas anteriormente assinaladas com maior percentagem, também, mais próximas do concordo totalmente. Quanto aos novos parâmetros introduzidos sobre a aquisição de competências para a docência e a possibilidade de obter formação na área de investigação e a de vir a integrar projecto de investigação na FMUL, foram valorizadas com o concordo. (Gráfico 1)

 




Desde 2004 até ao presente, a maioria dos discentes do 1º ano inquiridos perspectivam enveredar pela carreira médica hospitalar.

Numa análise dos 6 anos, as respostas obtidas apontam para a uniformidade entre as razões de escolha do curso de medicina e as expectativas sobre o mesmo. Os passos seguintes serão (i) saber se as expectativas se realizaram mediante a aplicação de inquéritos no final do 6º ano e (ii) reformulação do questionário (Gráfico 2) 

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