News nº 29 | Setembro/Outubro 2012
Reportagem / Perfil
Enfermaria do Serviço de Pneumologia 1 – Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte


Dra. Isabel Correia e Alda Manique
Enfermaria
Serviço de Pneumologia 1 – Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte
Director: Professor Doutor António Bugalho de Almeida


A Enfermaria de Pneumologia do Serviço de Pneumologia I do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN ) nasceu com a criação do Serviço em 1954 e sofreu ao longo dos anos várias alterações. De inicio tinha 90 camas, mas posteriormente passou a 72 para parte desse espaço ser cedido ao alojamento das enfermeiras (freiras) que passaram a residir no serviço. Estas 72 camas situavam-se em toda a extensão do piso9.Nas extremidades da enfermaria situavam-se 18 camas para homens e 18 para mulheres e no centro havia 36 camas para doentes tuberculosos. Junto ás camas dos tuberculosos havia solários, salas de repouso e salas de tratamento. 

A partir de 1967 as enfermeiras passaram a ser laicas e deixaram de residir no hospital. 

Em 1970 a enfermaria passou a distribuir-se pelo piso 8 com 24 camas e pelo piso 9 também com 24 camas. 

O avanço da Medicina, a mudança de conceitos e de formas de abordagem dos doentes conduziu a várias alterações para modernização de Serviço criando novos espaços e novas áreas de terapêutica e diagnóstico. 

Actualmente a enfermaria continua a situar-se nos pisos, 8 e 9, respectivamente para internamento de homens e mulheres, sendo um pilar fundamental sob o ponto de vista assistencial, mas também nas vertentes de ensino e investigação.

Os doentes internados provêm na sua maioria do Serviço de Urgência Central do HSM, da consulta de Pneumologia, das Unidades de Técnicas Endoscópicas Respiratórias, Oncologia Pneumológica e Cuidados Intensivos Respiratórios, bem como de outras consultas ou enfermarias do HSM ou de outros hospitais. A acessibilidade do Serviço é muito grande e deve ser realçada a prestação assistencial a doentes evacuados dos países africanos de língua portuguesa e por vezes a estrangeiros residentes, de férias ou em trânsito no nosso país.

As características das patologias dos doentes internados foram variando ao longo dos anos. Nos primórdios do serviço, na enfermaria do Piso 9, a patologia dominante era a tuberculose, com internamentos muito longos, por vezes durante anos. A localização da enfermaria no último piso do HSM, com uma varanda que servia de solário aos doentes com tuberculose, perdeu na actualidade a sua função de outrora como parte integrante do espaço útil da enfermaria e actividade assistencial.

O aumento dos hábitos tabágicos nas últimas décadas do século XX em ambos os géneros foi determinante para o aumento progressivo do internamento na enfermaria de Pneumologia de doentes com neoplasia do pulmão e DPOC, tendo-se assistido pelo contrário à redução progressiva dos internamentos por tuberculose, em particular após o início do século XXI.

Pelas possibilidades de investigação diagnóstica e terapêutica do Serviço de Pneumologia, são referenciados e internados na enfermaria casos de difícil resolução diagnóstica e/ou terapêutica, que se tornam um desafio para os médicos e internos ainda em fase de formação. Por sua vez, a elevada frequência de doentes internados com neoplasia do pulmão em estádio avançados da doença oncológica, permite desenvolver na equipa as capacidades médicas e humanas de alívio do sofrimento físico e psicológico dos doentes em fim de vida. 

De referir que a equipe da enfermaria de Pneumologia trata e diagnostica as mais variadas patologias que integram a especialidade e muitas vezes patologias do foro da Medicina Interna.

A enfermaria tem como papel integrante o ensino na área médica, de alunos de Medicina, internos da especialidade e de outras especialidades que, pela vivência da enfermaria e discussão de casos clínicos diariamente com o coordenador da enfermaria e semanalmente com o Director do Serviço, desenvolvem competências e autonomia no diagnóstico e terapêutica de doenças pneumológicas e de outras áreas da medicina, pela frequente associação de várias comorbilidades no mesmo doente.

Ao longo dos anos a investigação também tem feito parte das actividades da enfermaria, sendo desenvolvida essencialmente pelos médicos internos com o apoio dos seus tutores, com a realização de trabalhos apresentados sob a forma de comunicações, posters ou publicações, baseados em casos clínicos de interesse diagnóstico e/ou terapêutico, no papel de exames auxiliares de diagnóstico em determinadas situações clínicas ou no estudo da eficácia e segurança de fármacos.
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