Equipa Editorial
news@fm.ul.pt




No passado dia 3 de Outubro foi apresentado o Biobanco-IMM. Esta unidade vai guardar amostras biológicas para serem usadas por cientistas portugueses ou estrangeiros em investigações sobre doenças como o cancro ou neurológicas.
Em declarações à agência Lusa, o diretor do Biobanco-IMM, Professor João Eurico Fonseca, explicou que o objetivo «é criar uma estrutura física onde são guardadas amostras biológicas em condições perfeitas de conservação, durante muitos anos, e ao mesmo tempo a informação clínica dos doentes associada a essas amostras». 

Esta informação é guardada numa estrutura informática específica que permite a segurança contra qualquer utilização indevida. 

O Biobanco, que já recebeu mais de 20 mil amostras biológicas de sangue, saliva ou osso, «tem em curso uma associação com a rede nacional de bancos de tumores, um projeto de desenvolvimento de uma coleção de tumores do sistema nervoso central, uma coleção relacionada com doenças neurológicas, que inclui Alzheimer e Parkinson, e outra com doenças reumáticas, com destaque para osteoporose ou artrite reumatoide», especificou o especialista. 

A estrutura tem concretamente 20.907 amostras biológicas de 2.905 doentes, divididas em 13 tipos diferentes. 


 


As amostras começaram a ser recebidas em janeiro e os pedidos de utilização de amostras são avaliados no que respeita ao interesse do projeto de investigação e têm de ter aprovação da comissão ética e de uma comissão científica para «garantir que a pergunta científica colocada é relevante, original e não uma repetição», realçou João Eurico Fonseca. 

Site Biobanco-IMM
Princípios de Funcionamento do Biobanco do IMM