Prof. Doutor Luciano Ravara
Presidente da Comissão Eleitoral

Caro colega e amigo

As eleições são o ponto culminante da transformação que a nova lei Universitária impôs; desde há três décadas que a Faculdade cumpre com nobreza e elevação cívica o seu dever e as realiza pontualmente nas datas previstas, assegurando a sua universalidade e fomentando a participação de docentes, técnicos e alunos. 

É uma tarefa difícil e generosa que, para muitos, é mal compreendida, dado os seus afazeres múltiplos, obrigações docentes, hospitalares e científicas, governo das suas unidades, que necessitam de um cuidado diário que lhes garanta qualidade. Neste momento preciso de viragem, em que a Universidade se renova de roupagem, mantendo a sua “Alma Mater”, enfrentando dificuldades legais e orçamentais, importa perceber o cerne da mudança.

1º - Passamos de uma assembleia lata e paritária a uma mais restrita, com o menor peso do corpo estudantil e do componente técnico, o que para uma Faculdade de Medicina aberta ao Mundo e à inovação é um desafio difícil.

2º - Mantemos um Conselho Pedagógico paritário com responsabilidades não só na ideação como na formulação dos preceitos da vivência harmoniosa diária, que assegure um ambiente tranquilo e dedicação dos docentes aos discentes, característica principal das Escolas de referência e fiel à tradição de Esculápio e do nobre Endovelio.

3º - Quanto ao antigo Conselho Cientifico há, indiscutivelmente, uma enorme mudança: deixa de ser o “cérebro” ou o ideólogo da Escola, para ser um Órgão de consulta da Direcção e do Director da Escola. Não há colectivo de doutores (o antigo plenário), mas uma representação indirecta dos doutores. Julgo que a Direcção, o Director e o Presidente do Pedagógico encontrarão formas de mobilizar os docentes, em geral, e os doutores, em particular, respeitando a livre criatividade dos grupos e dos diferentes núcleos da Escola que representam o pulmão desta linda Cidade.