Equipa Editorial
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       Uma equipa internacional de cientistas, liderada pelo Prof. Doutor Tiago Fleming Outeiro, constatou que duas proteínas, associadas à Doença de Parkinson, interagem e reagem a mutações genéticas; uma "chave" que pode abrir portas a possíveis tratamentos contra a patologia.


As proteínas em questão são a DJ-1 e a alfa-sinucleína. Sabe-se que alterações nos genes que codificam para estas proteínas estão na origem de formas familiares da doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson é uma patologia degenerativa do sistema nervoso, que se manifesta por tremores, rigidez, instabilidade postural e alterações da marcha.

"O que o nosso estudo mostra é que a interação entre as duas proteínas é importante: se houver alterações genéticas numa ou noutra proteína, a interação entre as duas é afectada, e isso contribui para problemas nas células que levam à sua morte", afirmou o investigador.

A equipa, composta por cientistas de instituições de Portugal, Alemanha, Reino Unido e Dinamarca, socorreu-se de técnicas de microscopia avançada para verificar que a interação entre a DJ-1 e a alfa-sinucleína "é afetada quando estão presentes mutações genéticas que estão associadas à doença de Parkinson".

Tais alterações genéticas foram produzidas em laboratório e introduzidas nas proteínas de células humanas e da levedura (célula simples, facilmente manipulável geneticamente).

O próximo passo da equipa é "identificar drogas ou moléculas que interfiram com a interação" das proteínas "de forma benéfica", para fins terapêuticos, afirmou à agência Lusa.

O estudo foi conduzido por investigadores do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e da Universidade de Gotinga (Georg-August-Universität), na Alemanha, em colaboração com cientistas do Reino Unido e da Dinamarca.

Os resultados foram publicados na revista Cell Death and Disease.


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(fonte: Comunicado IMM)